Por Victor Miller em agosto de 2018

Um dos jogos mais aguardados que está vindo por aí é, sem dúvidas, o remake de Resident Evil 2, com lançamento planejado para 25 de janeiro de 2019.

Devido a grande repercussão, a Capcom já confirmou que, dependendo das vendas, outros títulos poderão ganhar remakes futuramente, deixando os retrogamers felizes com o que pode vir por aí.

Entrando nesse clima, nós da Epic Play decidimos selecionar algumas curiosidades interessantes sobre uma das séries mais tradicionais dos games.

Resident Evil 0 (2002)

Originalmente do Nintendo 64

Inicialmente, o Resident Evil Zero estava sendo desenvolvido para o Nintendo 64, aparentemente utilizando a mesma engine de Resident Evil 2.

Nessa época, os desenvolvedores pensaram em fazer finais diferentes dependendo de qual personagem estivesse vivo, indicando que tanto a Rebecca quanto o Billy poderiam morrer ao longo da aventura. Por razões desconhecidas, a ideia foi excluída.

A Rebecca parece utilizar uma pistola “Beretta” semelhante a de Jill Valentine de Resident Evil 1, e o rosto e a vestimenta do Billy estão levemente diferentes quando comparados a versão final.

Outra conexão com o primeiro Resident é que um membro da Bravo Team, Edward Dewey, está sem sua mão direita após ser atacado pelos Cerberus. Essa ideia veio para conectar com a mão encontrada pelo Joseph na cena em live-action do primeiro Resident. Quando o projeto migrou para o GameCube, eles descartaram, provavelmente porque no Resident Evil REmake, não há a cena em que Joseph pega uma mão.

Referências

Reprodução

Cada uma das roupas extras da Rebecca e do Billy no relançamento em HD são referências. Da esquerda para direita:

  1. Roupa tradicional;
  2. Rebecca com a vestimenta alternativa de Deadly Silence;
  3. Easter Egg de Resident Evil 2 com a foto secreta da personagem;
  4. Visual alternativo de Resident Evil REmake;
  5. Enfermeira vem de um extra do Resident Evil: The Mercenaries 3D;
  6. Roupa do Resident Evil 0 do Nintendo 64;
  7. Vestimenta de Cody Travers de Final Fight;
  8. Arte de capa japonesa do jogo “Mercs”.

Resident Evil 1 (1996)

Exclusivos do Sega Saturn

  • No Sega Saturn há um segundo Tyrant durante a batalha final;
  • Uma versão zumbi do Albert Wesker aparece no minigame “Battle Game”. Ele é bem mais difícil quando comparado aos outros inimigos;
  • Há um Hunter inédito chamado “Tick”, um pouco mais resistente.

Censuras

A abertura e encerramento do primeiro Resident Evil são feitos com pessoas reais que nunca tiveram experiência em atuação que, aliado ao baixo orçamento, acabou resultando em cenas consideradas de “produção B”. Estas acabaram caindo “no gosto” do público pelo “trash”, ficando engraçadas de modo não intencional. Há três versões dessa introdução:

  1. A japonesa em cores (vídeo acima) com a violência não censurada e o Chris fumando.
  2. Mesma cena do número um, porém sem cores. Lançamento europeu.
  3. Versão censurada em que boa parte da violência e o sangue (Ketchup?) não aparecem e o Chris Redfield não aparece fumando.

Outra parte censurada é a do primeiro zumbi do jogo mordendo o Kenneth, já que na versão japonesa há uma cena extra com a cabeça do personagem caindo (vídeo acima).

Também foi censurado o desfecho ruim do Chris, já que ele aparece fumando novamente.

No Gameboy

A Capcom andava bem “ambiciosa” em desenvolver os jogos de Resident Evil para os consoles da Nintendo, impressionando a todos com a conversão do Resident Evil 2 para o Nintendo 64 contando com as cenas em vídeo comprimidas em um cartcuho. Além disso, havia planos de lançar o primeiro Resident Evil para o GameBoy Color.

O anúncio veio em 1999, mas eventualmente o jogo foi adiado para 2000, até ser cancelado e começarem o desenvolvimento de Resident Evil Gaiden, sendo uma história paralela.

Provavelmente cancelaram o título porque, mesmo com excelente visual para o portátil, sua jogabilidade poderia não ser divertida.

Resident Evil 2 (1998)

Entrada do departamento de polícia do Resident 3

É possível ver o portão de entrada do departamento de polícia no mesmo ângulo que a Jill Valentine o faz em Resident Evil 3. Para isso, o jogador deve matar todos os zumbis da região, e depois ir em direção a porta escondida.

Quem é ele?

Todos os membros da Stars são reconhecíveis nessa foto, exceto o da extrema esquerda. Muitos especulam que ele seria Kevin Dooley, um piloto da RPD que foi planejado ao longo do desenvolvimento de Resident Evil 2, mas eventualmente foi descartado.

Resident 1.5 versus Resident Evil 2

Hoje em dia conhecido com esse título, o protótipo do Resident Evil 2 foi cancelado em 1997 após estar 70%-80% concluído.

Mesmo em estágio tão avançado, a equipe, especialmente o produtor da série Shinji Mikami, estava insatisfeita com o resultado e decidiram cancelar o projeto e começar o Resident Evil 2 “do zero”.

Segundo Mikami, as ideias individualmente eram legais, mas todas juntas não estavam em harmonia, especialmente o roteiro que era “conclusivo demais” e poderia impedir futuras sequências. Fora que o visual não transmitia o clima de terror desejado e, segundo ele, estava longe de ser um “verdadeiro jogo de survival horror”.

Como as ideias individualmente eram boas, a maioria dos elementos foram aproveitados. Ou seja, a maior parte “do que” foi feito foi aproveitado, “como” foi feito que foi alterado.

Entre as diferenças conhecidas estão que o Leon escaparia para os esgotos junto com a Ada e o Marvin, sendo que este último teria um papel muito maior que no jogo final onde ele apenas participa como um personagem a beira da morte. Já a Ada seria praticamente igual, com a exceção de que seria uma cientista.

Claire Redfield não seria a irmã do Chris e se chamaria Elza Walker e ao longo da aventura se uniria a Sherry Birkin e ao John, que na versão final passou a ser o Robert Kendo, o personagem da loja de armas, exercendo um papel bem pequeno. Um personagem exclusivo, Roy também faria parte da história e ele seria infectado por um vírus e seria morto pelo John.

Annette Birkin teria praticamente o mesmo papel da versão final, com exceção de que também seria infectada e viraria um monstro. Brian Irons, que é o chefe do departamento de polícia de Raccon City, seria “do bem” e ajudaria na história do Leon. Por fim, o vilão William Birkin ficaria gritando “Sherry”.

O departamento de polícia teria um visual mais moderno, diferente da final que tem um estilo “clássico” com obras de artes. Por fim, um número consideravelmente maior de armas também faria presente.

Resident Evil 3: Nemesis (1999)

Easter Egg de Shinji Mikami

No menu de epílogo, na aba do botão “Exit”, há um texto praticamente ilegível escrito: “Te amo, Shinji Mikami, retorne ao Menu”.

Morgan Freeman e Tim Robins cortados

Uma imagem da introdução pode ser encontrada dentro do vídeo de demonstração da versão japonesa. Nela, há uma referência aos atores Morgan Freeman e Tim Robbins no filme Um Sonho de Liberdade de 1994. A imagem não aparece na versão final, provavelmente por questões de direito autoral.

Ideias originais bem diferentes

Originalmente o Resident Evil 3 seria protagonizado pelo Hunk, personagem secreto de Resident Evil 2, que teria que procurar um sample do G-Virus. Ao longo do desenvolvimento, eles decidiram mudar a história e passaram a contar com a Jill Valentine do primeiro Resident.

O título do PlayStation seria um spin-off, enquanto o Code Veronica para o Dreamcast seria o Resident Evil 3. No entanto, por questões contratuais com a Sony, a Capcom foi obrigada a colocar o “3” como nomenclatura no que originalmente seria um spin-off, e o jogo para Dreamcast passou a ter o nome alternativo.

Também haveria um modo para jogar com o Brad Vickers como um zumbi, além de que a Jill se encontraria com o Leon, Ada e o William Birkin ao longo da aventura. Provavelmente cortaram para não haver erros de continuidade.

Resident Evil 4 (2005)

Referência a Nikita

A campanha de Ada Wong, “Separate Ways” é inspirada no poster do filme La Femme Nikita.

Resident Evil 3.5

Resident Evil 4 veio para reinventar a série e ao longo do processo ele teve diversos betas

Biohazard 4 que virou Devil May Cry: Este contaria a história do protagonista Tony Redgrave e seu irmão gêmeo, Vergil, filhos de Earl Spencer que viraram superhumanos graças ao uso do G-Virus.

Se passaria na Ilha Mallet, onde tinha uma fábrica da Umbrella. Bem no início da produção, a ideia era que o jogo fosse semelhante aos Residents clássicos, mas Kamiya acabou optando por um sistema de câmeras dinâmico para deixar o jogo mais “emocionante”, além de querer que os personagens tivessem mais habilidades.

Começando a ir numa direção muito “distante” do que Resident Evil foi feito para ser, foi decidido abortar o título em favor de uma nova série, que eventualmente se tornou o Devil May Cry.

Protótipo “Castelo”:  Já com o Leon como protagonista, seria uma continuação direta de Code Veronica. Ele iria se infiltrar em um castelo europeu pertencente ao Oswell E.Spencer e seria infectado por um vírus liberado por Albert Wesker.

Protótipo “Alucinação”: Sendo um desdobramento do Castelo, pouco se sabe sobre esta versão em termos de história, mas já apresenta ideias que viriam para a versão final, como a câmera “acima-do-ombro”, um botão para soltar uma granada e o indicador de energia.  Essa foi descartada porque o GameCube não conseguiria carregar duas salas ao mesmo tempo para fazer o efeito de “alucinação” do Leon.

Protótipo “Zumbi’:  Muito pouco se sabe sobre essa. Não há artes conceituais, vídeos e nem nada. O que se sabe é que ele voltaria as raízes da franquia, algo que incomodava Mikami por acreditar que isso se tornaria repetitivo. Após alguns problemas internos, Mikami demitiu o diretor Hiroshi Shibata, e o projeto do Resident Evil 4 que conhecemos começou a “tomar corpo”.

Resident Evil 5 (2009)

Shinji Mikami demorou a jogar

Mikami declarou em uma entrevista que ele foi jogar o Resident Evil 5 apenas em 2011. Isso porque ele odiava a ideia de uma equipe ter feito o jogo sem ele ter participado.

Barry seria o co-protagonista

Inicialmente o jogo não teria uma experiência co-operativa, mas o Chris ainda sim teria um parceiro para ir a Africa, que no caso seria o Barry Burton do Resident Evil 1. Sheva também existiria no game, mas seria parte de uma milícia local que lutaria contra as armas Bio Orgânicas.

Aviso anti-drogas

A droga designada para manter o vírus do Albert Wesker em controle tem umas inscrições dizendo: “Cuidado: Não dê esse produto para crianças abaixo dos dois anos sem consultar um médico“.

Resident Evil 6 (2012)

Clones da Ada

A ideia original da personagem Carla Radames era ser um clone da Ada Wong, mas os desenvolvedores não foram permitidos a incorporar clonagem na história. Supõe-se que acreditaram que a trama ficaria muito “viajada” caso incorporassem esse elemento. Ao longo da história, seria revelado que ao longo da série nos deparamos com vários clones dela.

Chris Redfield morreria

Originalmente, o Chris morreria ao longo da história, mas os desenvolvedores eventualmente mudaram de ideia por acreditarem que iria ser um “choque barato” e que era desnecessário fazê-lo. Nesse contexto, decidiram matar outro personagem.

Resident Evil 7 VII: Biohazard (2017)

O primeiro não escrito no Japão

Até então, o roteiro de todos os jogos eram escritos no Japão, mas no caso de Resident Evil VII foi Richard Pearsey, que anteriormente trabalhou em Spec Ops: The Line e F.E.A.R.

Unindo ocidente e oriente

Este é o primeiro game da série a incorporar ambos os títulos tanto pelo lado “de cá” quanto “do outro lado do mundo”. Por aqui, ele ficou conhecido como Resident Evil VII: Biohazard, enquanto por lá ficou conhecido como Biohazard 7: Resident Evil.

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