Por Victor Miller em setembro de 2018

Com o lançamento do mais novo jogo do Homem Aranha para o PlayStation 4, o herói com poderes aracnídeos está em alta! Marvel´s Spider-Man foi o game exclusivo da Sony com a vendagem mais rápida no menor período até o seu lançamento, conseguindo vender o dobro de God of War quando comparado à primeira semana de ambos.

Como também somos fãs das aventuras de Peter Parker, nós da Epic Play resolvemos trazer todos os jogos protagonizados pelo herói, excluindo apenas a série LEGO. Provável que, ao longo de sua história gamer você tenha passado por muitos deles, assim como outros tantos é capaz de você “nem fazer ideia” que existiam. Sem mais delongas, vamos para a lista!

Spider-Man
(Atari 2600 – 1982)

O primeiro jogo do Homem Aranha foi desenvolvido pela Atari e distribuído em 1982 para o Atari 2600. Com suporte a dois jogadores, a ideia desta aqui é subir prédios usando seus poderes com o objetivo de chegar ao topo.

Questprobe
(PC – 1984)

Nos primórdios dos PCs, existia um gênero chamado “aventura gráfica” ou “graphic adventure”, sendo a evolução dos jogos de aventuras em texto, onde você apenas selecionava o que o personagem fazia, como se fosse um “livro interativo”.

No caso, Questprobe é uma trilogia com personagens da Marvel, sendo que o segundo foi com o Homem Aranha. Com grande ênfase na narrativa, este se tornou um clássico cult bem “underground” entre os fãs do herói e de jogos antigos.

The Amazing Spider-Man and Captain America in Dr.Doom’s Revenge
(PC – 1989)

Cross-over com o Capitão América, este foi o primeiro game com elementos de luta. Não foi muito bem recebido devido a linearidade e controles estranhos, mas o visual é bom para os padrões da época.

The Amazing Spider-Man
(Amiga – 1990)

Misturando plataforma e enigmas, este game chegou ao Amiga em 1990 e depois foi convertido para diversos outros sistemas como MS-DOS, Commodore 64 e Atari ST. Bem simplório, a ideia é resolver enigmas na pele do Homem Aranha.

The Amazing Spider-Man
(Game Boy – 1990)

Desenvolvido pela Rare, a mesma que anos mais tarde ficaria conhecida pela trilogia de Donkey Kong Country, o The Amazing Spider-Man fez bastante sucesso no primeiro portátil da Nintendo e recebeu duas sequências desenvolvidas por um estúdio diferente.

Misturando beat´em up com ação e plataforma, ele conta com bons gráficos para o console e uma boa trilha sonora considerando os padrões do portátil. Curiosamente, o compositor do título foi o David Wise, o mesmo da trilogia DKC.

The Amazing Spider-Man VS The Kingpin
(Master System / Mega Drive / Sega CD – 1990 a 1993)

Desenvolvido pela TechnoPop e lançado para diversos console da SEGA, este game é de ação com pancadaria e superação de obstáculos, como a grande maioria dos jogos da época.

A ideia é você coletar chaves ao longo das fases para desativar uma bomba nuclear ativada pelo vilão Kingpin. Quando você estava prestes a cumprir essa missão, o Venom aparece “no meio do jogo” e sequestra a Mary Jane para complicar ainda mais a vida do herói.

A versão mais conhecida é do Mega Drive, rendendo sucesso de público e crítica por excelência gráfica e jogabilidade fluida. No entanto, o primeiro a chegar ao mercado foi o game para Master System.

Spider-Man The Videogame
(Arcade – 1991)

Desenvolvido pela SEGA para os Arcades, este aqui é do gênero Beat´em up e também foi massivamente bem recebido pela mídia da época, com elogios aos gráficos, música e jogabilidade.

O interessante é que ele tem suporte a até quatro jogadores, sendo que os outros três são a Gata Negra, Gavião Arqueiro e Namor. Cada um deles tem suas habilidades específicas, aumentando o fator replay.

The Amazing Spider-Man 2
(Game Boy – 1992)

Dando continuidade a saga do Homem Aranha no portátil da Nintendo, The Amazing Spider Man 2 foi desenvolvido pela Bits Studios e é uma experiência um pouco diferente do primeiro, já que ele é mais plataforma com resolução de enigmas.

Spider-Man: Return of the Sinister Six
(Nintendinho, Master System e Gamegear – 1992 e 1993)

Também desenvolvido pela Bits Studios, chama a atenção que ele veio para os consoles 8 bits em uma época onde o Super Nintendo e o Mega Drive eram os principais consoles do mercado.

Bem simplório, ele é um jogo de ação lateral onde você derrota inimigos com seus poderes aranha e segue até o final da fase. Sua jogabilidade não foi muito bem recebida, mas visualmente o jogo é ótimo considerando as plataformas para que foi lançado.

Spider-Man and the X-Men in Arcade’s Revenge
(Super Nintendo, Mega Drive, Game Gear e Gameboy – 1993)

Cross-over com o X-Men, neste aqui você passa por cada fase com um herói diferente se aproveitando das habilidades de cada um. Há cenários com o Homem Aranha, Tempestade, Wolverine, Gambit e Cyclops.

Não foi tão bem recebido na época especialmente pelos controles referentes as versões portáteis e pelo elevado nível de dificuldade.

Spider-Man 3: Invasion of the Spider-Slayers
(GameBoy 1993)

Fechando a trilogia dos jogos para o Game Boy Clássico, ele continua com a jogabilidade oriunda do Spider-Man 2 com resolução de enigmas e elementos de plataforma.

Spider-Man and Venom: Maximum Carnage
(Super Nintendo e Mega Drive – 1994)

Provavelmente um dos mais conhecidos da lista entre os retrogamers, Spider-Man and Venom: Maximum Carnage recebeu notas mistas para negativa da mídia, mas rendeu sucesso comercial e ficou bastante popular entre o público.

Curiosamente, a trilha sonora é um dos pontos que mais chamam a atenção, sendo todas de autoria do grupo de rock Green Jelly, e ainda há uma faixa do Black Sabbath no game, a “The Mob Rules”.

Fora isso, ele é o primeiro a seguir os eventos dos quadrinhos, com direito a cutscenes temáticas.  Quanto a jogabilidade, ele é um Beat´em up clássico, sendo uma espécie de “Final Fight do Homem Aranha”.

The Amazing Spider-Man: Lethal Foes
(Super Nintendo – 1995)

Único game que ficou restrito ao mercado japonês, o Lethal Foes é de ação com elementos de plataforma com o objetivo de chegar ao final da fase. Com jogabilidade decente e uma trilha sonora bacana, é uma pena que este game tenha ficado restrito ao mercado japonês.

Spider-Man/Venom: Separation Anxiety
(Super Nintendo, Mega Drive e PC – 1995)

Com o sucesso comercial de Maximum Carnage, nada mais justo que fazer uma sequência para o Beat´em up. No entanto, este também não foi visto com “bons olhos” pela mídia da época sob o argumento de que “evoluiu pouco” comparado ao jogo anterior. No fim das contas, é mais um “Final Fight do Homem Aranha”.

Spider-Man
(Super Nintendo e Mega Drive – 1995)

Outro game para Mega Drive e Super Nintendo de ação com elementos de plataforma utilizando personagens do universo de Peter Parker. Curiosamente, a versão do Mega Drive e do Super Nintendo são diferentes, com fases exclusivas para ambos.

Não foi muito bem recebido em nenhum dos casos devido ao visual fraco, especialmente considerando que veio para o fim da geração 16 bits, além da jogabilidade nem um pouco original.

Spider-Man: Web of Fire
(SEGA 32X – 1996)

Um dos mais undergrounds da lista, este game foi lançado logo após a SEGA dizer que não ia dar mais suporte ao 32X em 1996 e, provavelmente por isso, não teve muita repercussão na mídia e nem entre os jogadores. No entanto, os que jogaram dizem que o game tem uma jogabilidade decente e gráficos que, para a época, eram legais.

Spider-Man
(PlayStation – 2000)

Desenvolvido pela Neversoft, este título foi a primeira aventura 3D do Homem Aranha e fez bastante sucesso entre os jogadores do primeiro PlayStation no início dos anos 2000.

Curiosamente, na trilha sonora há a participação de Tommy Tallarico, famoso pela Video Games Live e também há uma narração do Stan Lee, o co-criador do Homem Aranha.

O game recebeu conversões para os consoles da geração, todas muito bem recebidas, exceto a do portátil GameBoy Color. Na ocasião, muitos diziam que este era “o melhor jogo do Homem Aranha” já feito.

Spider-Man 2: The Sinister Six
(Game Boy Color – 2001)

Sequência do Spider-Man para GameBoy lançado em 2000, ele é um clássico jogo de ação em 2D. Foi elogiado pelos bons gráficos para o portátil, músicas e jogabilidade.

Spider-Man 2: Enter Electro
(PlayStation – 2001)

Bem semelhante ao game anterior, este aqui se diferencia pela possibilidade de jogar nas ruas da cidade, já que o primeiro tinha fases majoritariamente em cima de prédios e “cair” significava uma morte. Além disso, este procura ser mais realista com os inimigos e gráficos sutilmente melhores.

Por ter sido menos bem recebido que o primeiro por conta da “pouca evolução”, um terceiro capítulo da saga para o primeiro PlayStation foi descartado.

Curiosamente, a Activision relançou o jogo original após o ataque de onze de setembro em 2001, já que originalmente, a batalha final seria no topo de uma das torres do World Trade Center. Além disso, diversas cutscenes foram refeitas, alguns níveis foram renomeados e todas as referências ao WTC foram excluídas.

Spider-Man: Mysterio´s Menace
(Game Boy Advance – 2001)

Desenvolvido pela Vicarious Visions e publicado pela Activision, esse game do Homem Aranha segue a fórmula de jogos de plataforma com visão lateral, derrota de inimigos e chefes.

Spider-Man: The Movie
(GameCube, PlayStation 2, Xbox, PC e GBA – 2002)

Sendo uma espécie de “sucessor natural” dos jogos do primeiro PlayStation, ele´e um beat´em up com fases internas e nos topos dos prédios de Nova Iorque.

Seguindo a história do filme estrelado por Tobey Maguire, na época foi considerado um ótimo jogo, apesar de receber algumas críticas pela câmera e o fato de ser curto.

Mesmo assim, ele rendeu sucesso comercial, vendeu cerca de 2 milhões de cópias somente no PlayStation 2, e 6 milhões no total, desconsiderando o Game Boy Advance, que chegou a 750 mil cópias.

Spider-Man 2
(GBA, GC, PC, PS2, Xbox, Nintendo DS e PSP – 2004)

Curiosamente, a versão para consoles é completamente diferente da de computador, provavelmente por ter sido desenvolvido por equipes diferentes.

Sem dúvidas, o que mais chama a atenção é o realismo das teias de aranha quando o protagonista atira nos prédios. Considerado por muitos o “GTA do Homem Aranha” e o “melhor Homem-Aranha” até o seu lançamento, todas as versões foram bem recebidas, exceto as portáteis, com análises que diziam que o game era apenas “ok”.

Ultimate Spider-Man
(GBA, GC, PC, PS2, NDS, Xbox – 2005)

Seguindo o padrão dos jogos beat´em ups, este aqui te dá mais liberdade quando comparado aos outros por te dar a possibilidade de explorar Manhattan e o Queens, além da possibilidade de jogar com o Venom também.

Já a versão de GameBoy Advance e Nintendo DS são jogos de plataforma com visão 2D. Bem recebido pela maioria dos críticos em ambas as versões, este é considerado mais um bom jogo do herói da Marvel.

Spider-Man: Battle for New York
(GameBoy Advance, Nintendo DS – 2006)

Mais um game de ação e plataforma em 2D, este aqui é uma reimaginação do primeiro encontro entre o Homem Aranha e o Duende verde. As cutscenes foram desenvolvidas por Ron Lim, da própria Marvel Comics.

Spider-Man 3
(GBA, PC, NDS, PS2, Wii, X360, PS3, PSP – 2007)

Há três versões desse game, uma lançada para PC, Xbox 360 e PlayStation 3, a outra para o PlayStation 2, Wii e PSP, e também a de Game Boy Advance e Nintendo DS.

Em todos os casos se trata de um jogo de ação e aventura, mas ao contrário dos dois games anteriores, este aqui foi menos bem recebido devido aos gráficos fracos independente do console, curta duração e vários glitches ao longo da aventura.

Spider-Man: Friend or Foe
(PC, NDS, PS2, PSP, Wii, Xbox 360 – 2007)

Baseado na trilogia de filmes do Homem Aranha da década de 2000, a ideia deste aqui é reinterpretar os três filmes em um único jogo.

Desenvolvido pela Next Level Games, com uma engine inédita e muita ação, ele tinha tudo para ser um game bem recebido, mas acabou recebendo notas mistas pelo seu baixo nível de dificuldade e missões repetitivas.

Spider-Man: Web of Shadows
(PC, NDS, PS2, PS3, PSP, Wii, X360 – 2008)

A versão de DS utiliza a fórmula Metroidvania, enquanto a de consoles usa o gênero de Ação e Aventura. Todas as versões foram elogiadas pela jogabilidade, história original, boa dublagem e o estilo mais próximo de um “mundo aberto”. No entanto, também foi criticado pelos gráficos fracos, trama mal executada e problemas de câmera.

Spider-Man: Toxic City
(Blackberry, Windows Phone – 2009)

Feito para dispositivos móveis, este é um game de ação lateral em que você derrota inimigos, sobe prédios, derrota um chefe no final e vai passando de fase.

Ultimate Spider-Man: Total Mayhem
(iOS, Android – 2010)

Diferente do anterior, este é um beat´em up inteiramente em 3D com gráficos poligonais desenvolvido pela Gameloft.  Com excelentes visuais e jogabilidade, este é mais um ótimo jogo do Homem Aranha.

Spider-Man: Shattered Dimensions
(NDS, PS3, Wii, X360 e PC – 2010)

Como o nome sugere, você controla versões diferentes do herói, referentes a era Amazing, Noir, 2099 e a Ultimate, sendo que cada um tem suas habilidades individuais. Já a versão de Nintendo DS, apesar de ter a mesma premissa, se diferencia drasticamente em termos de jogabilidade e não apresenta o Homem Aranha do universo Ultimate, além de ter chefes diferentes.

Recebendo notas positivas da mídia, o game foi elogiado pela história envolvente, boas batalhas, e um estilo de jogabilidade “old school”.

Spider-Man: Edge of Time
(NDS, N3DS, PS3, Wii, X360 – 2011)

Sequência do jogo anterior, este aqui procura focar nas histórias do protagonista original e a versão 2099, omitindo a presença do Noir e Ultimate. De novidade, ele acrescenta no gameplay o sistema de causa e efeito, sendo que a ação de um Homem Aranha afetará o outro e vice-versa.

Diferente do anterior, este foi recebido de modo mais “morno”, sendo que o consenso é de que ele ao invés de evoluir o jogo anterior, ele regride, tanto em número de personagens, quanto na jogabilidade repetitiva.

The Amazing Spider-Man
(NDS, N3DS, PS3, Wii, X360, Android, iOS, PC, Wii U, PSVita – 2012)

Há três versões desse game: a HD, lançada para os consoles de mesa que é uma espécie de mundo aberto onde você pode ir para qualquer lugar e deve resolver missões; a de Wii e Nintendo 3DS, que tem a mesma história, mas ao invés de um mundo aberto, ele tem um sistema de seleção de fases; e a versão de DS que é um metroidvania.

Recebendo boas notas mistas para positivas da mídia, o consenso é que ele é bem divertido e tem uma jogabilidade bacana em todas as versões, em especial a HD com o mundo aberto, mas que a história é genérica e há missões repetitivas. Segundo a maioria, o game tinha potencial para ser melhor do que foi.

The Amazing Spider-Man 2
(N3DS, PS3, Wii, X360, Android, iOS, PC, Wii U, PSVita – 2014)

Seguindo a fórmula da versão HD do jogo anterior, esse aqui foi menos bem recebido devido aos bugs e gráficos abaixo do esperado para todos os consoles em que foi lançado. O consenso é que faltou polimento e parece que o jogo foi “lançado às pressas”.

Spider-Man Unlimited
(Android, iOS, Windows Phone – 2014)

Desenvolvido pela Gameloft, este veio para pegar carona nos jogos de corrida infinita e é uma espécie de Subway Surfers / Sonic Dash com o herói da Marvel. Como os games do gênero eram febre na época, o game chegou a 30 milhões de downloads.

Marvel’s Spider-Man
(Playstation 4 – 2018)

Após quatro anos sem nenhum game principal do Homem Aranha, foi lançado o Marvel’s Spider-Man, desta vez desenvolvido pela conceituada Insomniac Games e publicada pela Sony Interactive exclusivamente para o PlayStation 4.

Atendendo as altas expectativas do público durante as prévias, o game foi bem recebido no mundo inteiro, sendo elogiado pelos gráficos, história, música, jogabilidade, além da reprodução fiel a cidade de Nova Iorque. O único ponto de crítica foi a falta de inovação quanto ao estilo Mundo Aberto, parecendo que a desenvolvedora resolveu “jogar seguro” para garantir o sucesso do game.

Sem ter nenhuma espécie de conexão com algum filme ou os quadrinhos do Homem-Aranha, este aqui é uma nova interpretação das aventuras de Peter Parker.

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