Por Victor Miller em agosto de 2018

Definir um jogo como “bom” ou “ruim” envolve muitas coisas: qualidade técnica, proposta, memórias e principalmente: se ele te diverte. O problema é que este último ponto independe dos outros, sendo a razão mais subjetiva de avaliar, já que cada um entende diversão a sua maneira, até mesmo porquê o funcionamento do cérebro é individual e o que faz sentido para você, não faz para o colega.

Por isso há controvérsias e extensos debates com diferentes pontos de vistas em comunidades de videogames sobre qualquer franquia. Com a série Sonic isso é mais evidente, já que os games são diversos e ainda tem o fato de que muitos títulos rendem sucesso comercial e caem no gosto do público mesmo recebendo notas baixas da mídia, potencializando a polêmica a “níveis astronômicos”.

Como amamos os jogos do Sonic, mas não somos “segos”, decidimos selecionar os dez piores jogos do azulão segundo a opinião de Victor Miller do Planeta Sonic.

Obs: Não estão em ordem de importância.

Sonic 4: Episode I (Mídias digitais – 2010)

Colocar o Sonic 4: Episode I nessa lista é fácil. O jogo tem bons gráficos? Não, parecem feitos de plástico. Tem boa trilha sonora? Não, apesar de uma ou outra faixa se salvar. É longevo? Não, acaba bem rápido. É criativo? Não, utiliza temas vistos anteriormente e repete chefes quase sem novidades.

Some tudo a uma jogabilidade com a física problemática, prejudicando a experiência de um game que deveria suceder os jogos do Mega Drive. O que se salva é o gameplay de “correr e pular” que é divertido por si só. Caso queira uma experiência superior, pegue o Sonic 4 Episódio II, que avança de modo significativo perante o I em todos os pontos e oferece um jogo decente, mas ainda sim, longe do ideal.

Sonic 3D Blast (Mega Drive / Sega Saturn 1996)

Este é o oposto do Sonic 4: Episode I: bom nos pontos técnicos como gráficos e música, mas peca na proposta. Diferente dos jogos tradicionais, neste você deve coletar os pássaros “flickies” para passar de fase em perspectiva isométrica.

O problema de Sonic 3D Blast é que depois de algum tempo isso fica repetitivo e tedioso, além das sessões de plataforma sofrerem de um mal que acomete vários jogos em visão isométrica: pulos imprecisos, que levam a frustrações não intencionais.

Sonic Labyrinth (Game Gear – 1995)

Considerado um dos piores (para muitos, o pior) Sonic de todos os tempos, ele tem a mesma proposta do 3D Blast, só que ainda mais mais baixo nível. Aqui o Sonic é lento, as fases são repetitivas e procurar chaves para prosseguir é chato.

De quebra, a trilha sonora é fraca mesmo para os padrões 8 bits. O que se salva em Sonic Labyrinth são os gráficos, que para o portátil Game Gear, são muito bons.

Sonic Shuffle (Dreamcast – 1999)

Sonic Shuffle veio para ser o “Mario Party do Sonic” e há um número considerável de pessoas com memória afetiva por ele. No entanto, Shuffle sofre com loadings a todo momento que quebram o ritmo da aventura e minigames que você não entende direito o que deve ser feito, levando a uma experiência tediosa, frustrante e simplesmente não divertida.

Pelo menos os gráficos são legais para a época e a cena de abertura em CGI também “enchiam os olhos” dos gamers daquele tempo. As músicas também são boas, mas não memoráveis. Querendo um party game, é melhor ficar com Samba de Amigo ou o próprio Mario Party.

Sonic Free Riders (Xbox 360 – 2010)

O problema de Sonic Free Riders se resume ao Kinect e a movimentação imprecisa, necessitando de um amplo espaço para jogar, além de precisar fazer movimentos muito “caricatos” com o corpo para o jogo entender o comando.

É uma pena, já que a sub-série “Riders” é uma das mais amadas e respeitadas entre os fãs do Sonic. Talvez se ele tivesse suporte ao joystick além do Kinect, ele não estivesse nessa lista, já que conta com gráficos legais e uma excelente trilha sonora, além de inúmeros personagens jogáveis. Já a história, mesmo regredindo quando comparado aos dois anteriores, ainda é divertida. Definitivamente, o problema é o Kinect.

Tails Skypatrol (Game Gear – 1995)

Tails Skypatrol é um caso de jogo bom em todos os pontos técnicos, com grande destaque aos gráficos que estão facilmente entre os melhores do portátil, além de apostar em um visual mais “bonitinho” para os personagens quando comparado aos games tradicionais do Sonic.

No entanto, o que ele tem de “fofo” no visual, tem de difícil, sendo um dos games mais injustos da série nesse quesito. Dizem que depois que se “pega o jeito” fica mais fácil, mas até dominar os controles você vai querer jogar o Game Gear na parede. Fora sua duração pequena. Não é de todo ruim, e de todos dessa lista, ele é o “menos pior”, mas ainda está longe de ser bom.

Sonic Spinball (Master System e Game Gear – 1995)

A versão 16 bits não está entre os melhores games do Sonic, mas chega a ser divertido dentro de seus “poréns”. No entanto, o Sonic Spinball para Master System e Game Gear entra facilmente como um dos piores games da série. Trilha sonora ruim, gráficos idem, cenários genéricos e jogabilidade que deixa a desejar. Melhor ficar com a versão de Mega Drive mesmo.

Sonic Genesis (Gameboy Advance – 2006)

Facilmente, o pior jogo do Sonic de todos os tempos. Vindo para comemorar os quinze anos do ouriço junto com o Sonic 2006, a SEGA decidiu relançar a primeira aventura do azulão para o GameBoy Advance, mas fez da pior maneira possível.

A trilha sonora ficou péssima, a jogabilidade tem problemas na física, diversos slowdowns e o pequeno campo de visão só piora tudo. Some isso a uma quantidade excessiva de bugs e o desempenho é prejudicado mais ainda. É uma pena, já que o portátil da Nintendo teve a trilogia Advance e o Sonic Battle, todos muito bons, e no mesmo ano foi lançado o Sonic Rush para o Nintendo DS, que é outro título de excelência. De todos, esse é o único game nota zero. Não é só “não aproveitável”, é ruim em tudo.

SONIC the Hedgehog (Playstation 3 e Xbox 360 – 2006)

Evidente que uma lista da jogos ruins do Sonic não podia faltar o Sonic 2006. Hoje em dia é comum ver comentários no Planeta Sonic de pessoas que gostam do game e o defendem, já que ele tem alguns méritos como trilha sonora e belas cenas em vídeo, fora que a história pela perspectiva do Shadow e do Silver são elogiadas por uma parcela significativa dos fãs.

Por outro lado, é inquestionável que a nível técnico ele deixa muito a desejar. Problemas de física, bugs, controles que não respondem adequadamente, cenas em que há falta de sincronia entre o movimento da boca e a dublagem, loadings que quebram o ritmo da aventura, problemas de câmera especialmente nos chefes.

Infelizmente, o lançamento prematuro botou tudo a perder e o game que poderia ser um “Sonic Adventure 3” acabou não alcançando as honrarias necessárias para obter este título. Sonic 2006 está para a saga Adventure como o Sonic 4 está para a saga clássica.

Sonic Boom: Shattered Crystals (Nintendo 3DS – 2014)

A trilogia Sonic Boom é problemática por uma razão nuclear: não parece jogos do Sonic. Mesmo sendo uma sub-série feita para ser diferente das aventuras tradicionais, a desenvolvedora Big Red Button Entertainment exagerou nas mudanças, gerando um sentimento de ceticismo desde seu anúncio em 2013.

Nenhum dos três jogos se salva, mas o escolhido para a lista é o Sonic Boom: Shattered Crystals para o 3DS, considerado por muitos como uma das experiências mais sem graças em se tratando de Sonic.

Este vai no lado contrário do Sonic 2006, já que tecnicamente é “redondinho”, sem bugs, mas peca nos cenários, músicas genéricas, história chata que não dá para pular apertando “start”, gráficos nem um pouco impressionantes e nível de dificuldade que parece subestimar a inteligência das crianças. Praticamente nada se salva nesse jogo. Já comeu um macarrão sem nem ao menos um salzinho? Essa é a sensação.

Imagem da capa por Jackydik.

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  1. q lista nadaver mano wtf uns ate e ruin mesmo mas tem uns q eu olhei a opiniao dele sobre o porque e ruin e falei q

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