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Por André Eduardo Ruschel em novembro de 2018

Existe uma polêmica sobre qual seria o primeiro jogo de terror ou até mesmo o primeiro survival horror, porém, não há dúvidas dentro da comunidade gamer sobre qual seria o título que fez o gênero se tornar popular e demonstrar quais seriam os pilares para os futuros jogos deste estilo.

A atmosfera de Resident Evil era algo totalmente inédito na época de seu lançamento original em 1996: o simples abrir de uma porta, que na verdade era uma tela de carregamento muito bem disfarçada, era por si só cheio de receio pelo que estava por vir. A exploração da enorme mansão e leitura dos vários arquivos espalhados por todos os lugares ajudavam muito na ambientação tensa e inquietante. O pequeno inventário e a pouca quantidade de recursos nos faziam ficar minutos em frente de um baú escolhendo que itens levar e por qual novo caminho seguir. Tudo aquilo foi novo e maravilhoso para os jogadores acostumados aos bons e clássicos Super Mario e Sonic. Cito isto pois é importante nos focarmos no momento em que o jogo foi lançado, e no contexto em que o mercado ainda era dominado por jogos de plataforma 2D, tudo isto ajudou a fazer desta franquia uma das mais rentáveis da indústria dos games.

Resident Evil, jogo de survival horror, foi lançado originalmente em 1996, recebendo conversões para consoles e PC na época. Em 2002, a partir de um contrato de exclusividade com a Nintendo, a Capcom, empresa produtora do game, fez um fantástico remake para o GameCube, que em 2008 foi portado para o Wii, com algumas alterações de controle. Apenas em 2015 esta versão atualizada recebeu uma adaptação em alta definição para Windows, Playstation 3, Playstation 4, Xbox 360 e Xbox One, sendo esta última a que será comentada nesta análise.

Abaixo, vemos imagens comparativas entre a versão original e o remake.

o primeiro zumbi

efeitos de luzes muito melhorados

Abaixo, vemos o trailer da versão HD de Resident Evil Remake HD

Curiosidade 1: Originalmente, Resident Evil chama-se Biohazard. A razão da Capcom alterar o nome quando lançaram nos Estados Unidos se deu pelo fato de haver um jogo de Mega Drive e uma banda de Heavy Metal homônimos, evitando assim possíveis processos por direitos autorais. Vale destacar que não foi somente o nome que foi alterado. Algumas cenas da abertura original acabaram sendo removidas devido ao conteúdo considerado de violência extrema ou simplesmente impróprias, como o personagem Joseph sendo devorado pelos cães e Chris fumando em sua apresentação.

Entendendo este jogo e o ‘mundo’ de Resident Evil

Os eventos que antecedem os acontecimentos dos jogos da franquia são vários e com uma grande riqueza de detalhes. Aqui, tentarei expô-los de uma forma breve e evitando maiores spoilers.

Tudo começa ainda no século XIX, quando um cientista e explorador chamado Henry Travis encontra o conhecido Sun Garden (Jardim do Sol), em um antigo reino localizado na África, chamado Ndipaya. Neste jardim, havia uma planta ainda não catalogada, chama Stairway of Sun (Caminho do Sol), que segundo lendas dos povos locais, era utilizada no passado em um ritual de passagem de lideranças. Aqueles que tinham a coragem de consumir o extrato da planta e sobrevivesse aos seus venenos, seria, além do mais novo líder da tribo, também portador de uma força física sobrenatural. A comunidade científica de seu tempo não acreditou nos estudos feitos por Henry, que passa a sofrer de uma grave depressão e vem a falecer por ser considerado uma fraude, porém, deixando documentadas suas descobertas para a posteridade.

Já nos anos 60, do século XX, três amigos cientistas da área de bioengenharia e virologia, Edward Ashford, James Marcus e Ozwell E. Spencer, entram em contato com os estudos de história natural catalogados por Henry Travis e decidem fazer uma expedição até a África para conhecer a tal planta que dava grandes habilidades àqueles que a ingerissem. Após três meses de buscas, encontram o chamado Jardim do Sol e sua lendária planta. Através de estudos primários no local, descobrem que o vegetal realmente provocava alterações em organismos vivos. Com comportamento similar ao de um vírus, os cientistas o batizam de progenitor. Após tentativas de plantar a Stairway of the Sun nos Estados Unidos e perceber que a planta não sobrevivia fora de seu habitat natural, os mesmos cientistas inauguram uma base de pesquisa na África, de onde enviam os extratos da planta para estudos em seus laboratórios na Europa e Estados Unidos.

O PROJETO W: Após haver um progresso nas pesquisas a respeito do vírus Progenitor, Spencer começa a querer fazer seus primeiros testes em seres humanos. Crianças nascidas de pais com intelecto superior são selecionadas para a experiência. Sem saber, as mesmas são supervisionadas permanentemente. Estas cobaias, chamadas de Crianças Wesker, recebem doses do vírus progenitor de forma semelhante aos nativos retratados por Travis. Após alguns anos, a maioria vem a falecer. Porém, entre os sobreviventes, está um garoto chamado Albert Wesker.

A UMBRELLA CORPORATION: Em 1968, Oswell E. Spencer funda a Umbrella Corporation, empresa de fachada com foco na indústria farmacêutica. Com o passar dos anos, a imagem pública de sua marca se destaca e sua boa reputação se eleva, principalmente devido a diversas ações sociais para o crescimento de Raccon City, cidade lar da Umbrella. Spencer, estando ciente do segredo de suas pesquisas, suborna políticos e a polícia da metrópole, conseguindo até mesmo acordos de privilégios para futuros negócios com o exército. Estando ciente dos riscos de espionagem e sabotagem, a empresa cria uma divisão de segurança paramilitar que se divide em: USS – Serviço Secreto, e UBSC – Serviço de Controle de Ameaças Biológicas. O líder da USS chama-se Hunk.

O Slogan da Umbrella é: nosso negócio é a própria vida. Irônicos eles, não?

A MANSÃO: Em 1962, Spencer decide criar uma enorme e complexa mansão nas montanhas Arkley, nos arredores da cidade de Raccon City. Para esta missão, o famoso arquiteto George Trevor é contratado com a “carta branca” dada pelo seu patrão que permitia recursos ilimitados na sua construção da obra. Durante a criação faraônica, Spencer pede para Trevor acrescentar passagens secretas, armadilhas e caminhos subterrâneos. Diante de um pedido tão diferenciado, o orgulhoso arquiteto aceita a proposta e torna-se presente durante todo o processo, até sua conclusão. Em 1967, já com as obras concluídas, Spencer convida Trevor e sua família (filha e esposa) para tirarem uns dias de férias na luxuosa mansão. Infelizmente, o arquiteto aceita e as pesquisas com seres humanos começam.

S.T.A.R.S.: O Special Tactics and Rescue Service (Serviço Especial de Táticas e Resgate), é composto majoritariamente por ex-militares e são divididos em dois times: Alpha e Bravo. São uma equipe de elite do departamento de polícia de Raccoon City fundada em 1996, dois anos antes dos acontecimentos nas florestas de Raccoon. Dentre os doze integrantes dos S.T.A.R.S, seis deles são: 1) Chris Redfield: hábil em combate corpo-a-corpo e com armas de fogo, mas com temperamento forte; 2) Brad Vickers: o covarde piloto de helicóptero; 3) Jill Valentine: especialista em desarmamento de bombas e arrombamentos; 4) Barry Burton: grande conhecedor de armas de fogo; 5) Rebecca Chambers: responsável pela parte médica da equipe; 6) Albert Wesker: líder dos S.T.A.R.S.

Obs: A foto abaixo foi retirada pouco antes da missão que deu início aos conflitos do jogo.

Curiosidade 2: Os chineses conseguiram fazer o que aparentemente era impossível. Em 2003, o estúdio Waixing fez uma conversão de Resident Evil para Nes e o lançou no mercado paralelo, com direito a caixa e manual. Apesar do feito, nesta versão podemos controlar apenas Jill e o enredo segue fielmente o do primeiro jogo da franquia.

Enredo e Narrativa da versão HD

Alerta de spoiler no parágrafo seguinte, porém, apenas do prólogo do jogo.

O dia é 24 de julho de 1998 e mortos são encontrados nos arredores de Raccoon City, próximo a floresta de Raccoon. Entre as várias formas de violência registradas nos corpos, alguns, aparentemente, sofreram canibalismo. Ocorre uma primeira repercussão nos jornais locais. A equipe Bravo dos S.T.A.R.S. é então enviada para averiguar o que está acontecendo. Infelizmente, o contato com eles é perdido e acredita-se que seu helicóptero caiu no meio da mata. Após incontáveis tentativas de comunicação, a equipe Alpha dos S.T.A.R.S. parte para o resgate de seus colegas. Ao chegar no local, encontram o helicóptero caído com e com seu piloto morto. Logo em seguida, há o encontro com os cães da raça dobermanns infectados pelo T-Vírus. Aqui, o primeiro membro da equipe Alpha perde a vida: Joseph Frost. Amedrontado pelo que presencia, o piloto do helicóptero Alpha, Brad Vickers, foge sozinho, abandonando os colegas de equipe em perigo. Não havendo outra alternativa para Jill, Chris, Albert e Barry, todos correm para uma imensa mansão localizada no meio da mata. Aqui começa a campanha de Resident Evil.

Não é difícil tomar um susto com um bicho desses

Aqui devemos destacar não somente o bom enredo de Resident Evil mas, talvez, principalmente, a forma como ele é contado. Os inúmeros arquivos que encontramos no decorrer do jogo nos mostram detalhadamente o que aconteceu com a mansão e as pessoas que ali trabalhavam. Logo percebemos que os zumbis que enfrentamos eram os cientistas que possuíam uma vida normal como qualquer outra. Dentre os arquivos, vamos encontrar pessoas que retrataram a evolução de suas doenças em seus diários, cartas de despedidas para suas famílias, avanços científicos na área de pesquisa e, em meio a tudo isso, dicas para as soluções dos quebra-cabeças presentes no jogo. Não deixe de ler calmamente tudo, pois isto ajuda e muito na imersão do jogo como um todo e nos faz sentir que Resident Evil não é, apenas, um extermínio de monstros.

Os quebra-cabeças são uma marca da franquia, principalmente nos primeiros jogos

Curiosidade 3: A franquia Resident Evil está presente em várias mídias e existe muito conteúdo a seu respeito para ser explorado. Devido ao fato desta análise ser apenas de seu primeiro jogo, vou resumir da seguinte forma: 1) As Animações: possuem fidelidade ao enredo da série e são altamente recomendadas, não somente pela alta qualidade como, também, para se ter um melhor entendimento da obra como um todo; 2) Os Livros e HQs: são vários, sendo que alguns seguem os enredos dos games e outros não, recomendados apenas àqueles que são realmente fãs da franquia; 3) Os Filmes, apesar de serem produções de grande orçamento e já terem lucrado mais de um bilhão de dólares para seus desenvolvedores, possui foco na ação e distorce o enredo de forma que a maioria dos fãs e críticos não aprovam, por isso não são recomendados.

Uma análise mais técnica sobre o remake

Inicialmente, falando sobre os controles do game, os mesmos são geralmente um empecilho para os “marinheiros de primeira viagem” nos jogos clássicos da franquia. Nesta versão remake, houve algumas atualizações para os controles se adequarem aos tempos modernos, mas acredite, vale muito a pena aprender a forma “old school” de se jogar Resident Evil, com a típica jogabilidade “tanque”, em que utilizamos o controle digital para ir para frente colocando para cima e em sentido horário apertando para a direita. A câmera do jogo é fixa e apesar de ser ultrapassada para muitos, ajuda a manter o clima de tensão na atmosfera. São incontáveis as vezes que escutamos um inimigo na mesma sala que estamos e não sabermos onde estão, devido a não podermos vê-los.

Os quebra-cabeças são inéditos nesta versão remake do jogo, e os que haviam foram remodelados. Nenhum deles possui uma dificuldade muito elevada, então caso tenha maiores dificuldades, leia os arquivos que coletou com calma e pense bem. Não busque por guias. Boa parte da diversão está nos quebra-cabeças e superá-los nos faz sentir progredir no game.

Baú: local em que podemos depositar nossos itens e retirá-los posteriormente, no mesmo ou em outro baú.

Já no começo, podemos escolher entre jogar com Chris e Jill. As duas campanhas são bastante diferentes, e por isto recomendamos que ambas sejam jogadas. Não somente pela diversão, mas para uma melhor compreensão do enredo. Entre as diferenças estão as armas utilizadas pelos protagonistas, seus personagens de apoio, resistência a dano, tamanho de inventário e outros. Comumente consideram jogar com Chris ser um modo mais difícil, porém não observo grandes mudanças nisto. O fator replay é enorme, não somente por haver dois personagens, mas também por existirem 12 finais diferentes, fora modos extras, como inimigos invisíveis, que podem ser liberados. A campanha possui cerca de 18 horas, caso leia os arquivos e morra algumas vezes, quando jogado pela primeira vez.

Entre as novidades desta versão remake estão inimigos novos, puzzles inéditos e áreas nunca antes exploradas, como o cemitério, partes do subsolo e os fundos da mansão. Considero ser ao menos 30% maior em conteúdo a ser explorado do que em sua versão original.

O cemitério é uma das áreas inéditas de Resident Evil Remake

A dificuldade é amarga quando comparada aos jogo atuais. Além de não haver checkpoints, a quantidade de vezes que podemos salvar é limitada pelo número de fitas de tinta que coletamos no decorrer da campanha. O inventário altamente limitado nos faz elaborar muitas estratégias enquanto jogamos, pois o medo de acabarem as munições e os itens de cura, aqui representado por diversos tipos de ervas, é constante.

Os gráficos estavam entre os melhores existentes no mercado nos tempos de GameCube e aqui mantiveram uma alta qualidade. Principalmente nos lindos efeitos de luz e sombra existentes. Nesta nova versão HD foi acrescentada a possibilidade de jogarmos em formato de tela 16:9, porém recomendo a clássica 4:3, uma vez que nesta forma atualizada perdemos detalhes da parte de cima e de baixo da tela original.

Entre as novidades da versão remake estão as armas de reação, como a adaga.

As músicas e efeitos sonoros ajudam perfeitamente na ambientação assustadora que Resident Evil possui. As trilhas calmas em salas de save e tensas quando cercados por inimigos nos fazem ficar relaxados e tensos durante a campanha. Vale destacar que o próprio jogo utiliza destas condições para nos pregar sustos, sabendo utilizar estes recursos de uma forma que nenhum jogo havia feito anteriormente.

Curiosidade 4: Recentemente, após o anúncio de Resident Evil 2 Remake, surgiu um boato de que poderia haver um remake de Resident Evil HD. Caso isto for verdade, o que me agradaria bastante pessoalmente, este jogo seria o remake do “remaster” do remake do game original. Seria bom, mas é de deixar qualquer um tonto.

Nos bastidores deste remake

Designer de jogos Shinji Mikami

Apesar de vários nomes importantes da indústria dos games estarem envolvidos no desenvolvimento de Resident Evil, certamente o principal nome é Shinji Mikami. Ele nasceu em 11 de agosto de 1965 e já possuía um currículo de respeito como designer de jogos antes de se aventurar em Resident Evil. Entre os bons games desenvolvidos por ele, estão Alladin e Goof Troop, ambos para Super Nintendo.

Segundo consta, no começo do projeto de Resident Evil, em 1993, o jogo seria em primeira pessoa, uma vez que seria mais fácil de ser moldada ao console da Sony, que ainda não tinha divulgado suas especificações técnicas naquele momento. Os inimigos inicialmente seriam espíritos e seu foco estaria no terror psicológico. Após os primeiros testes, perceberam que a qualidade estava muito abaixo do esperado e viram nos zumbis e na câmera fixa, em terceira pessoa, a solução para se fazer um jogo de qualidade.

Entre as principais influências do jogo estão um filme italiano chamado Zombi 2, em que turistas tentam sobreviver em uma ilha cheia de zumbis; o clássico filme de Stanley Kubrick chamado O Iluminado, em que os protagonistas sobrevivem em um imenso hotel, vazio e isolado da civilização; o jogo Alone in the Dark, em que se utiliza a perspectiva em terceira pessoa e as câmeras fixas; e principalmente em um jogo de NES chamado Sweet Home, lançado pela própria Capcom em 1989, onde vemos muitas referências, como o gerenciamento do inventário, os quebra-cabeças, a mansão, os itens exclusivos de cada personagem, os vários finais, entre outros.

Em uma entrevista polêmica durante a guerra de consoles da sexta geração, Mikami falou que arrancaria a própria cabeça caso Resident Evil 4 perdesse a exclusividade do GameCube e fosse lançado para PS2. Sorte nossa que ele não cumpriu a promessa. Atualmente, seu principal projeto está na franquia de survival horror The Evil Within, produzido pela Tango Gameworks. Em entrevista mais recente, ele falou que no passado ocupou o trono de rei dos survival horrors e deseja ocupá-lo novamente. Estamos na torcida e lhe desejamos sorte.

Não são raros os momentos na franquia em que devemos matar um morto que se finge de morto

O bestiário

Já no primeiro jogo da franquia nos deparamos com uma grande variedade de inimigos. Apesar do zumbi ser o adversário mais comum encontrado pelo jogador, outros monstros são quase tão famosos quanto ele. Evitando que a análise fique muito grande e com muitos spoilers, escolhi dissertar sobre seis ameaças presentes no game, sendo cinco deles comumente encontrados e apenas um dos chefes.

ZUMBI: Trata-se de um ser humano que foi infectado acidentalmente pelo T-vírus ou por intermédio de uma mordida de portadores da doença. Inimigo clássico e símbolo da franquia, existe em algumas variações, como alguns sendo um pouco mais rápidos e outros vomitadores, porém, em regra costumam ser fáceis de ser desviados e abatidos. Caso opte pela segunda opção, lembre-se de queimá-los ou estourar suas cabeças. Se não fizer uma destas duas ações, prepare-se para encarar o próximo inimigo do bestiário. Um diferencial destes zumbis neste episódio da franquia está na habilidade que eles possuem de abrir portas, o que provoca bons sustos.

Zumbi clássico

CRIMSON HEAD: Caso você não queime ou extirpe a cabeça de um zumbi, o T-vírus continuará presente provocando mutações no corpo, o que em determinado momento fará o zumbi clássico transformar-se em um Crimson Head, o que gera uma grande dor de cabeça ao jogador, já que esta evolução é quase tão significativa quanto a de um “Magicarp para um Gyarados”. O inimigo torna-se veloz, muito mais forte e resistente, exigindo que passemos a usar armas de maior impacto para abatê-lo, como a espingarda.

Crimson Head. Inimigo presente apenas em Resident Evil Remake.

CERBERUS: Não poderia deixá-los de fora desta lista, uma vez que protagonizam aquele que talvez seja o susto mais famoso da franquia na versão do jogo lançada em 1996. São cães da raça dobermann que de alguma forma acabaram sendo infectados pelo T-vírus. São ligeiramente frágeis e seu principal perigo está na velocidade que nos atacam.

Cerberus. Ao contrário do que ocorre com humanos infectados, os cachorros mantém sua agilidade natural.

HUNTER: É o terror dos jogadores na segunda metade do jogo. Seu modelo chamado de MA-121 foi a primeira B.O.W (arma bio-orgânica) criada nos laboratórios do complexo das montanhas Arkley. Sua origem se dá pela fusão de um óvulo humano, DNA reptiliano e do T-vírus. São altamente perigosos pela sua agressividade e velocidade. Caso esteja com a vitalidade de seu personagem baixa, um Hunter poderá arrancar sua cabeça com um único ataque. Recomendamos que sejam usadas armas de grande calibre contra estes inimigos sempre que decidir enfrentá-los.

Hunter. Pesadelos dos jogadores, são fortes, ágeis e resistentes à armas de baixo calibre.

CHIMERAS: Surgem próximas ao fim do jogo. Sua origem se dá pela fusão de um óvulo humano, DNA de moscas e do T-vírus. Não são muito resistentes e possuem como principal vantagem poder se locomover pelas paredes e o teto. Na versão original de Resident Evil de 1996, encontramos um arquivo com as B.O.Ws criadas pela Umbrella, e entre as páginas vistas nos slides há uma em branco, o que foi uma sacada genial por parte da produção para manter um suspense deste inimigo que foi um dos últimos apresentados na campanha.

Chimera. Não são muito fortes mas fique de olho nas paredes e no teto.

YAWN: Está será o único chefe do jogo que apresentaremos neste bestiário. Seu nome significa bocejo em inglês e basta vermos o tamanho de sua boca para entendermos a razão. Ao contrário de mamíferos que costumam transformarem-se em zumbis ao entrarem em contato com o T-vírus, os répteis e alguns artrópodes acabam aumentando drasticamente de tamanho. A serpente em questão estava sendo utilizada como cobaia pelos cientistas da Umbrella, porém acabou fugindo durante os experimentos. Quando voltou para a mansão, tempos depois, já era capaz de utilizar os cientistas dos laboratórios como sua dieta.

Yawn. Famosa serpente gigante e venenosa do jogo. Precisamos enfrentá-la duas vezes durante a campanha.

Obs: Há um boss inédito neste remake de Resident Evil chamado Lisa Trevor. Seu comportamento e enredo em torno desta personagem foram grandes acréscimos nesta versão do game. Não irei descrever mais detalhe para evitar spoilers, porém, também seria impossível ignorá-la.

Curiosidade 5: Quando Resident Evil foi lançado originalmente, em 1996, a própria Capcom não acreditava no grande potencial que a franquia possuía, fazendo a tiragem de apenas algumas milhares de cópias e as liberando no mercado. Quando os fãs e a crítica começaram a recebê-lo bem, as vendas atingiram a marca de milhões e a série em pouco tempo seria a principal marca da desenvolvedora japonesa, superando games clássicos como Mega Man e Street Fighter.

Nossa conclusão…

Certa vez em li em uma análise que caso houvesse em uma faculdade a disciplina de survival horror, Resident Evil seria uma matéria obrigatória já no primeiro semestre. Concordo completamente com esta afirmação. Toda a base do gênero está aqui, desde a ambientação até o foco em simplesmente manter-se vivo. Na E3 deste ano, 2018, tivemos, entre vários anúncios, a divulgação de que o remake de Resident Evil 2 seria finalmente lançado em janeiro de 2019. Independente da polêmica dos fãs, pelo fato do game não possuir câmera fixa, tudo aparentemente está incrível e ele pode ser um dos melhores jogos do ano que está por vir. Estou dizendo isto porque, caso você ainda não tenha jogado a versão remake do primeiro jogo da franquia, esta é a hora. Acredite, não é nenhum sacrifício ser um bom aluno nesta matéria.

Abaixo, o trailer de Resident Evil 2 Remake. Não esqueça de ativar as legendas.

Avaliação: 9

Jogado na versão de PS3

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