Por Victor Miller em abril de 2015

Há um tempo atrás a Microsoft confirmou a lenda urbana de que os cartuchos do E.T The Extraterrestrial, jogo lançado em 1983 para o Atari 2600 foram realmente enterrados no estado do Novo México nos EUA.

O enterro aconteceu devido a enorme recepção negativa que o jogo recebeu em seu lançamento, com gráficos que (já naquela época) deixavam a desejar e um gameplay absolutamente incompreensível. Foi produzido em cinco semanas, e gerou enorme expectativa dos consumidores devido o grande sucesso do filme de Steven Spielberg em que o jogo foi baseado.

Mesmo com algum sucesso comercial de início, o excesso de cópias produzidas combinadas ao preço elevado da licença, fizeram com que a Atari perdesse 100 milhões de dólares.

O jogo é considerado um dos principais responsáveis pela “quebra” da indústria de videogames nos anos 80, que caiu de 3,2 bilhões de dólares para 100 milhões em apenas 24 meses (uma queda de 97%), levando inúmeras empresas norte americanas a falência e tirando “de cena” o mercado estadunidense dos videogames, vindo a ser revitalizado poucos anos depois com os japoneses da Nintendo e da SEGA.

Por essas e outras, o E.T The Extraterrestrial entrou para a história como o pior jogo de todos os tempos e também como o pioneiro em conversões ruins de filmes para jogos eletrônicos. Entrando neste clima, a Epic Play resolveu selecionar diversos jogos que fracassaram de alguma forma. Não incluindo o já citado E.T.

Para isso, dividimos a lista em três categorias diferentes:

  1. Fracasso em crítica: Quando fãs e a mídia dão notas baixas, mas o jogo rende bem comercialmente.
  2. Fracasso comercial: Quando o jogo é avaliado de forma positiva, mas não corresponde às vendas esperadas.
  3. Fracasso comercial e crítico: Quando o jogo não vende bem e é mal recebido.

Os jogos não estão em ordem de importância (ou des-importância).


Fracassos em crítica – fãs e mídia


Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero (PS1, Nintendo 64)

Apesar de vender mais de 1 milhão de cópias quando combinadas ambas as plataformas, o Mortal Kombat Mythologies: Sub-Zero é considerado um dos piores jogos de plataforma de todos os tempos.

A ideia dos desenvolvedores Ed Boon e Jon Tobias era unir elementos dos jogos de correr e pular com as batalhas típicas dos games de luta. No entanto, o que era uma boa ideia, na prática não funcionou: sprites feios, dificuldade injustamente difícil por controles que não respondem de modo adequado, exigência de pulos precisos demais etc.

De quebra, a versão de PlayStation tinha cenas em vídeo com atores, que acabava ficando engraçado pelo “trash”. É melhor ficar com os games tradicionais da série.

Sim City 2013 (PC)

Manchando a reputação da franquia, o Sim City de 2013 teve boas vendas graças ao nome conquistado com jogos anteriores. No entanto, ele foi duramente criticado pela exigência permanente com a conexão com a internet, além dos loadings demorados, perda de dados salvos e sucessivas quedas.

Some isso a inúmeros bugs, restrições no tamanho da cidade, simulação da economia bastante falha, e o resultado é um jogo frustrante. Ao longo do tempo, a desenvolvedora Maxis foi lançando diversos patches e expansões para melhorar a experiência. Mesmo assim, o game divide opiniões do público até hoje.

South Park (PC, PlayStation)

O shooter em primeira pessoa baseado no universo do South Park é notório por ser um dos jogos mais mal recebidos de todos os tempos. Basicamente, ele é ruim em tudo: gráficos mal feitos, dublagem ruim, jogabilidade que deixa a desejar, além da falta de conteúdo. A versão de PlayStation chegou a ganhar notas entre 1 e 2 pela mídia internacional da época.

Uma edição para o Nintendo 64 também foi lançada, sendo esta mais bem avaliada, porém, aquém do esperado. Pelo menos essa conta com gráficos melhores e um modo história

Carmageddon (Nintendo 64, PlayStation)

Um dos casos mais extremos da lista, Carmageddon vendeu cerca de dois milhões de cópias, o que significa um ótimo desempenho comercial, ainda mais considerando a época de seu lançamento, na segunda metade da década de 90.

No entanto, o jogo foi banido em vários países, incluindo no Brasil, devido ao excesso de violência. Além de ser um mal exemplo, o game também é ruim em tudo, como gráficos, músicas e jogabilidade, dando a aparência de “desleixo”. A versão de PC lançada anos antes é um pouco melhor, mas ainda sim, longe do ideal.

Mesmo assim, o sucesso comercial rendeu uma sequência, um relançamento do título para iOS e Android recentemente e um reboot.

Final Fantasy: All The Bravest (iOS, Android)

All the Bravest foi lançado gratuitamente com o sistema de micro-transações em 2013 para iOS e Android. O objetivo é apelar para a nostalgia dos jogadores com gráficos que remetem ao Super Nintendo e músicas clássicas, mas infelizmente, a jogabilidade consiste num exército de personagens onde o objetivo é nada mais que tocar neles para atacar o inimigo até morrer e seguir para a próxima batalha, sendo que todos fazem as mesmas coisas independente das classes, além da impossibilidade de selecionar o inimigo o qual quer atacar.

Além do visível baixo orçamento com a desculpa de apelar para nostalgia com gráficos antigos, sendo a maioria reaproveitados de outros títulos da série, o jogo soa como um desrespeito aos fãs, ainda tendo um excesso de pedidos de micro-transações para elementos e personagens (como Cloud ou Squall), atrapalhando ainda mais a jogatina que não exige nada de relevante do jogador.

Sonic 2006 (Playstation 3, Xbox 360)

Sonic2006
Até mesmo o pobre Sonic não brilhou tanto quanto deveria. Apesar de ter sido comercialmente bem sucedido, mas abaixo do esperado para um jogo da série, o Sonic 2006 ofereceu inúmeras ideias interessantes, porém, acabou falhando no principal: a jogabilidade.

Segundo dizem, o motivo seria a pressão do presidente da SEGA americana na época, Simon Jeffrey, que obrigou a Sonic Team a lançar o jogo em Novembro de 2006, mesmo com os pedidos do líder do projeto, Shun Nakamura, para adiar o lançamento e refinarem-o ao máximo.

O resultado não foi outro: um jogo visivelmente não finalizado, com muitas telas de carregamento, bugs, personagens travados, e uma má fama para uma das séries de jogos mais tradicionais e clássicas do mundo dos games.

O jogo tem bons gráficos para jogos do Xbox360/PS3, ótima história dependendo do personagem selecionado (a do Sonic é ruim), músicas de primeira qualidade, personagens carismáticos entre novos e antigos, cenas bem produzidas, mas não tem o esqueleto: ser um bom jogo.

Call of Duty: Black Ops – Declassified (PSVita)

COD__blackorps
A série Call of Duty é uma das mais famosas e rentáveis quando o assunto são os jogos de tiro em primeira pessoa, gerando altas expectativas quando anunciam um novo game. Infelizmente, a versão do PSVITA é a ovelha negra da franquia, chegando a constranger os fãs principalmente pela sua campanha minúscula (durando menos de uma hora); controles ruins utilizando a tela sensível de toque; bugs com direito a inimigos presos, atravessando paredes, e por aí vai. Mesmo assim, esse COD ficou entre os jogos mais vendidos do PSVITA devido ao “peso” que este nome carrega.

Ridge Racer (PSVita)

ridgeracer
A série Ridge Racer é relativamente famosa desde o início dos anos 90 por te colocar num jogo de corridas ilegais por diversas localidades. Sendo propriedade da NAMCO Bandai, o desenvolvimento do jogo para PSVITA foi para as mãos do estúdio Cellius e infelizmente o resultado deixou muito a desejar visto a ausência de opções dadas ao jogador com o objetivo de estimular a compra de DLCs, dando a sensação de que adquirimos um jogo demonstrativo. De quebra não há história nenhuma, sendo um retrocesso aos outros títulos da série, além da jogabilidade deixar a desejar, visto que há um sistema de avançar níveis que ao invés de aumentar a competitividade, só ajuda a desequilibrar o modo multiplayer.

Star Trek 2013 (Playstation 3, Xbox 360, PC)

O jogo de “Jornada nas Estrelas” entra na velha “maldição” conhecida entre o público videogamístico referente a adaptação dos cinemas para jogos eletrônicos. Apostando no gênero de tiro em terceira pessoa, ele é um trabalho visivelmente apressado, mal feito e lançado unicamente com a intenção de promover o filme. Os gráficos são medianos, as animações são horríveis, fora que há uma grande falta de inspiração nas batalhas que são repetitivas e entediantes, além do excesso de bugs comprometendo ainda mais a experiência. Vendendo bem graças ao nome que carrega, Star Trek, por enquanto, fica melhor nas telonas do que nos consoles.

Mario e Zeldas (CD-I)

hotel_mario
Os fãs mais ardorosos da Nintendo provavelmente já ouviram falar destes games. Eles surgiram no início dos anos 90, onde a Nintendo planejava fazer um periférico em CD para o Super Nintendo, sendo que na época ela tinha uma parceria com a Sony a qual nunca veio a público. Em junho de 1991, um representante da Sony revelou o projeto “Playstation” num evento chamado Consumer Electronics Show, mas no dia seguinte a Nintendo enviou uma nota a imprensa dizendo que a parceria seria desfeita, pois agora a união era com a Philips. Eventualmente, esta “vira casaca” da Nintendo se tornou no projeto da Sony de mesmo nome, lançado em 1994.

A parceria com a Philips no final também acabou não rendendo um periférico, mas a empresa conseguiu a licença dos principais mascotes da Nintendo para produzir jogos da mesma para um console próprio chamado CD-I. Daí surgiu o Hotel Mario, considerado o pior jogo do bigodudo da história por controles que não respondem, cutscenes em formato de desenho animado mal feitas e uma jogabilidade que consiste em fechar todas as portas do cenário para passar de fase; Zelda the Faces of Evil, e Zelda The Wand of Gamelon, que utilizam um sistema de plataforma em 2D, sofrendo de problemas técnicos e descaracterizando a série; e o Zelda’s Adventures com péssimos gráficos e jogabilidade, além de uma tela de carregamento a cada mudança de cenário que irritava os jogadores.

Fast and Furious: Showdown (Playstation 3, Xbox 360, PC, Wii U)

Outro game lançado em diversas mídias para promover o filme da série Velozes e Furiosos em 2013. Não importa qual versão pegarás, pois qualquer uma é inteiramente ruim: o jogo é pequeno, a física é péssima (assim como nos filmes), as missões são bugadas, as pistas carecem de inspiração, a dublagem deixa a desejar, o modo multiplayer é sofrível, e os controles não respondem como deveriam. É um desses games que vale como uma experiência antropológica de como não se deve fazer um jogo.

Batman The Dark Tomorrow (GameCube, Xbox)

Você não leu errado, este jogo foi feito para GameCube e Xbox e possui esses gráficos. Mas a parte visual ainda é uma das melhores comparadas a todo o resto: os ângulos de câmera são sofríveis, missões repetitivas (mate X inimigos e chegue a tal lugar), bugs a todo momento, e o principal: não diverte nem um pouco. As únicas coisas que se salvam são as cenas em vídeo, bonitas considerando à época e a história do escrita por Scott Peterson, um dos escritores dos quadrinhos do homem morcego, mas falha no principal: ser um bom jogo.

Ride to Hell: Rebtribution (Playstation 3, Xbox 360, PC)

Ride-to-Hell-Retribution
Prometendo ser uma espécie de GTA dos anos 60 numa motocicleta, Ride to Hell: Retribution acabou sendo um dos maiores fiascos da história dos games pela jogabilidade repetitiva, problemas técnicos de bugs e problemas de câmera, além de gráficos esquisitos com animações péssimas. O papel das mulheres como objetos puramente sexuais também são criticáveis, com cenas de mau gosto e talvez nem mesmo os machistas mais estereotipados gostariam de ver algo do gênero, além de servir como péssimo exemplo aos jogadores mesmo em idade adulta. Lamentável!

Self Defense Training Camp (Xbox 360)

self_defense
A Ubisoft também já errou feio ao lançar em 2011 um game para Kinect, que supostamente ensinaria defesa pessoal com técnicas de Tai Chi Chuan. O mais curioso é que a própria empresa já tinha experiência em usar o periférico com jogos como o famoso Just Dance. Self Defense Training Camp peca em todos os pontos, sendo que a movimentação dos personagens é “robótica” e evidentemente a jogabilidade é completamente não funcional, frustrando o jogador que realiza o movimento pedido no jogo, pois o periférico não consegue computar pela baixa qualidade de programação. É melhor se matricular numa academia e fazer defesa pessoal ou pegar outros jogos do Kinect para se exercitar.

Ninjabread Man (Playstation 2, Wii, PC)

ninja_bread
Considerado por muitos como o “pior jogo multiplataforma dos anos 2000″, Ninjabread Man é visto universalmente de forma negativa pelos gráficos fracos, problemas de framerate até mesmo em fases pequenas e com poucos objetos, e muitos outros atributos técnicos que deixam a desejar. Alie isso a cenários sem imaginação, extremamente “sem vida”, enigmas sofrendo da mesma falta de graça e uma duração praticamente nula (o jogo tem três fases!). Apesar da massiva recepção negativa tanto dos críticos quanto dos consumidores, a produtora Data Design anunciou em 2008 que estaria produzindo uma sequência, mas nunca mais falou no assunto.

M&M’s Kart (Wii, Nintendo DS)

mm-racing
Quem diria que os pequenos pedaços de chocolate ao leite em bolinhas coloridas ganhariam um jogo de corrida? Querendo imitar os clássicos Mario Kart e Sonic & All Star Racing, M&M’s Kart Racing é um exemplo de como não se deve promover uma marca, talvez distanciando os jogadores do chocolate depois de passarem por essa experiência. O jogo é péssimo em todos os pontos: Os gráficos remetem aos primeiros jogos tridimensionais dos anos 90; a jogabilidade não tem inspiração nenhuma, não passando sensação de velocidade, além dos controles não responderem adequadamente; as fases são muito lineares, com cenários sem detalhes, e alguns corredores são tão minúsculos que frusta qualquer jogador, e de bônus também há bugs onde o kart fica grudado na parede te impedindo continuar. Nota zero!

Alien Colonial Marines (PC, Playstation 3, Xbox 360)

alien
Desenvolvido pela Gearbox Software, este jogo sofre da mesma maldição da maioria dessa lista: bugs a todo minuto, gráficos fracos (não se engane pela foto), modo multiplayer competitivo chato, modo cooperativo também. Outro ponto criticável é a falta de consistência com os filmes da série Alien, ainda mais considerando que os produtores disseram que o jogo se passaria no mesmo universo das telonas. Pelo menos a trilha sonora é boa.

Postal 3 (PC)

postal3
A série postal de tiro em terceira pessoa para PCs também tem sua ovelha negra. Postal III tem câmera ruim, péssima inteligência artificial do inimigo, controles que não respondem no momento que deveria, design das fases lineares demais e até diversas piadas sem graça alguma. É verdade que a história do jogo se salva, apesar de não ser brilhante, além de haver uma grande variedade de armas, o que aumentaria o fator replay, mas infelizmente poucos seguirão em frente pelo simples fato de não ser divertido.

Assassin’s Creed III (Playstation 3, Xbox 360, Wii U, PC)… e Unity? (PS4, Xbox One, PC)

iEs7Ds8emMBMp
Apesar de ter sido relativamente bem recebido pela mídia especializada, alcançando boas notas em análises, ter ganho diversos prêmios, além de uma boa vendagem, boa parte do público considera-o uma decepção e este é facilmente considerado um dos mais fracos da série Assassin’s Creed. Segundo a opinião dos fãs da franquia, o jogo tem muitos bugs e problemas de jogabilidade, acabando com os controles intuitivos dos episódios I e II, muitas vezes não respondendo adequadamente. Outro retrocesso é a utilização das cenas pré-renderizadas ao invés de usar os gráficos do jogo em si, que apesar de bonitas, acabam destoando de todo o jogo. Por fim, os carregamentos são longos e as viagens são muito demoradas, andando por cenários muito amplos e deixando o jogo monótono.

O jogo não é um fracasso por ser necessariamente ruim, diferente de nossa menção honrosa ao Assassin’s Creed Unity para XONE, PS4 e PC, que foi um jogo lotado de bugs até o fim. AC3 foi um jogo com uma história interessante, bons gráficos e outros agrados, mas também teve um final muito criticado, desconsiderando todo o “hype” que a franquia havia levantando há anos.


Fracassos comercialmente


Grim Fandango (PC)

Considerado por muita gente como o melhor “aponte-e-clique” de todos os tempos, o Grim Fandango é um jogo lançado pela LucasArts em 1998 para PC. Ganhou inúmeros prêmios como “melhor jogo de aventura do ano” , “melhor música”, “melhor jogo da E3 de 1998” e é lembrado com muito carinho por todos que o adquiriram.

No entanto, os jogos de “aponte-e-clique” estavam entrando em decadência, já que os gamers em geral buscam títulos em que haja o máximo de interação possível, geralmente focados na ação.

Grim Fandango vendeu apenas 500 mil cópias, pouco para a empresa, e não cobrindo os custos de produção. Devido a seu fracasso comercial, sequências para Sam & Max Hit The Road e Full Throttle  foram canceladas. A era dos “aponte-e-clique” como jogos “da moda” nos PCs estava caminhando para o fim.

Madworld (Wii)

Um dos primeiros games feitos pela Platinum Games em parceria com a SEGA, o Madworld foi muito bem avaliado pela mídia por ser bom em todos os pontos técnicos, além do estilo artístico diferente e procurar ser um game mais “maduro” dentro do Nintendo Wii, se diferenciando dos jogos do console por apostar em um estilo violento.

No entanto, o game vendeu apenas 120 mil unidades na América do Norte. No Japão, apenas 3 mil unidades na sua semana de lançamento, que é geralmente quando os games vendem mais. Em resposta a isso, a SEGA disse na época que “nunca mais lançaria um jogo focado no público adulto para o Wii”

The Last Express (PC)

Este é um game de aventura em primeira pessoa que se passa no ano de 1914, um pouco antes da primeira guerra mundial. Muito elogiado pela história boa, múltiplos finais e excelente ritmo, o game vinha em três CDs  e teve custo de produção de US$ 6 milhões, algo grandioso para a época.

Sendo bem avaliado no mundo inteiro, ganhando prêmios e lembrado pelos que jogaram como um jogo indiscutivelmente de excelência, o game vendeu apenas 100 mil unidades ao longo de três anos. Comercialmente um fiasco!

No entanto, ele foi relançado em 2013 em uma edição Gold Edition, e na mesma época foi disponibilizado para iOS e Android.

Marvel vs Capcom Infinite (PlayStation 4, Xbox One e PC)

Talvez não merecendo estar nessa lista, já que o game recebeu notas mistas e dividiu opiniões. O consenso entre as críticas é que o visual do título é ruim, tanto nos cenários quanto nos personagens, enquanto o consenso dos elogios é de que a jogabilidade da série permanece boa como sempre.

No entanto, a meta da Capcom era que o jogo vendesse 2 milhões de cópias até o dia 31 de dezembro de 2017 e o game vendeu apenas um milhão.

Okami (Wii, PlayStation 2)

Outro jogo aclamado de forma universal, Okami foi elogiado pela inovação quanto os gráficos e os personagens, sendo belo, carismático e notadamente envolvente.

Ganhando diversos prêmios, incluindo jogo do ano em diversas publicações e sendo elogiado no mundo inteiro como um game excelente, o título vendeu apenas 600 mil cópias, que para a Capcom é considerado um fracasso. Tanto que ele foi nomeado no Guiness Book de 2010 com o título “pior desempenho comercial para um ganhador do prêmio ‘jogo do ano’ “.

Pyschonauts (PC)

O jogo de plataforma dirigido pelo lendário Tim Schafer (o mesmo de Grim Fandango citado anteriormente), é mais um caso de game elogiado por todos os lugares, ganhando diversos prêmios, porém vendendo apenas 100 mil cópias.

O fraco desempenho comercial levou a publisher “Majesco Entertainment” a sair do mundo dos games e ao longo de muitos anos entrou para o segmento de “jogo cult”, tendo uma significativa leva de fãs ao redor do mundo.

Por sorte, esta história teve um final feliz, já que o game foi relançado em 2015 nas mídias digitais, vendeu 1.7 milhões de cópias e rendendo uma sequência em planejamento, Psychonauts 2.

Entre os principais elogios estão a união do gênero plataforma com adventure, com enigmas lógicos e divertidos, além de uma boa história e o carisma dos personagens.

Sonic Runners (iOS, Android)

Utilizando o talento da Sonic Team, que pela primeira vez desenvolveu um jogo para smartphones, o Sonic Runners ficou popular entre os fãs do ouriço devido ao visual bacana e variedade de conteúdo para um jogo free-to-play.

Sendo baixado cerca de cinco milhões de vezes, o jogo é considerado um fracasso comercial por não ter o retorno previsto em micro transações. Ao que tudo indica, as pessoas já se divertiam o suficiente jogando apenas no modo gratuito. Tanto que recentemente, a SEGA lançou o Sonic Runners Adventure, com o mesmo sistema, porém pago.

Beyond Good & Evil (PC)

Desenvolvido pela Ubisoft e idealizado por Michel Ancel, o criador da série Rayman, Beyond Good and Evil é um jogo que mistura elementos de ação, aventura e espionagem, além da história envolvente com uma reporter investigativa.”.

Lançado originalmente em 2003, ele foi elogiado no mundo inteiro, ganhou prêmios, mas não rendeu o sucesso comercial esperado e, o que era para ser uma trilogia, acabou ficando apenas em um título mesmo.

Eventualmente o jogo foi relançado para o Xbox 360 digitalmente, e esta versão rendeu um sucesso comercial considerável, mas o diretor da Ubisoft Europeia, Alaine Corre, disse na época que o sucesso veio um pouco “tarde demais”.

Por ter uma significativa legião de fãs e ter ganhado fama a longo prazo, Michel Angel anunciou o Beyond Good and Evil 2 em 2017, quatorze anos após o lançamento do jogo original, parecendo enfim, seguir com a trilogia planejada na década de 2000.

Brutal Legend (PC, PlayStation 3, Xbox 360)

Mais um jogo do Tim Schafer que rendeu sucesso de crítica, mas não comercial. Misturando ação e aventura com estratégia em tempo real, o protagonista Jack Black é transportado para o mundo do Heavy Metal. Ele vai interagir com diversas pessoas famosas do meio na vida real, como Motorhead, Ozzy Osbourne, Judas Priest e outros.

Com excelente dublagem, gráficos bons para a época e 107 faixas de Heavy Metal de mais de 75 bandas, Brutal Legend é considerado viciante e inovador por muita gente, mesmo que recebendo algumas críticas perante a jogabilidade difícil de se adaptar. Com uma boa campanha de marketing, o game vendeu 215 mil unidades no primeiro mês, considerado um fracasso, e uma possível sequência idealizada foi cancelada.

A longo prazo, o jogo conseguiu chegar as 1,4 milhões de cópias. Considerado um relativo sucesso, porém aquém do esperado com o forte investimento da publisher Electronic Arts.

Shenmue I e II (Dreamcast e Xbox)

Shenmue_Trademark_Lost
Todo mundo sabe o quanto o jogo é incrível, mas infelizmente ele foi um imenso fracasso quando olhamos para o lado comercial, sendo um dos responsáveis pela “morte” prematura do Dreamcast. O problema é que este foi o jogo MAIS CARO EM SUA ÉPOCA, custando cerca de quarenta e sete milhões de dólares, além do desenvolvimento ter durado cerca de cinco anos, se iniciando no Sega Saturno e eventualmente parando no Dreamcast.

O alto custo se reflete num jogo de tão alto nível quanto em gastos: A interatividade, ainda mais considerando a época, é fantástica; o sistema conhecido como “Open World”, muito comum hoje em dia, era revolucionário; os gráficos são os melhores do Dreamcast; a história é muito envolvente; a trilha sonora é ótima e qualquer ponto que você olhar para este jogo você encontrará o perfeccionismo.

O jogo foi universalmente aclamado pelo público e pela crítica, recebendo nota “10” em diversas revistas especializadas, além de conquistar uma enorme legião de fãs no mundo inteiro. Considerado instantaneamente um clássico, vendeu cerca de 1,2 milhões de cópias, tornando-se o terceiro jogo mais vendido do Dreamcast. Infelizmente, para cobrir os gastos da produção, seria necessário que o jogo vendesse muito mais cópias, e considerando que o console vendeu dez milhões, necessitaria que quase cada usuário do Dreamcast comprasse o jogo, praticamente.

Um jogo que é muito a frente do seu tempo, acabou por se tornar um fracasso comercial para a SEGA, dando enormes prejuízos para a empresa. Um segundo jogo da série foi lançado, mas como a engine do primeiro já estava pronta, o custo foi de “apenas” dezoito milhões de dólares, também sendo outro fracasso comercialmente falando. Hoje temos Shenmue 3 que foi financiado no kickstarter, tendo sua produção possível com a arrecadação de milhões de fãs.


Fracassos comerciais e de crítica


Sonic Boom (Wii U, 3DS)

Dispensando apresentações, é praticamente unânime o fraco desempenho dos três games, sendo um caso onde há consenso entre praticamente todos: mídia, público, fãs e entusiastas, o que resulta nas fracas vendas.

Os três jogos sofrem do mesmo mal: são sem graças e não parecem jogos do Sonic, sendo que o Rise of Lyric para Wii U também sofreu com dúzias de glitches e problemas de desempenho. Fora que o novo design dos personagens também foi reprovado pela grande maioria dos gamers.

Com uma intensa campanha de marketing, os dois primeiros jogos, Rise of Lyric (Wii U) e Shattered Crystal (3DS) venderam juntos 620 mil cópias, sendo um dos piores desempenhos comerciais do azulão. Já o terceiro game, Fire and Ice do 3DS, vendeu 240 mil cópias e também é considerado um fracasso

Para efeito de comparação, o Sonic Lost World, no Wii U, vendeu sozinho mais de 1 milhão de cópias com investimentos incomparavelmente menores em publicidade. Parece que a SEGA vai ficar só com a saga tradicional do azulão. Ufa.

Bomberman Act Zero (Xbox 360)

Desenvolvido pela Hudson numa tentativa de revitalizar a série clássica, a empresa quis aproveitar “a onda” dos jogos mais sombrios da década de 2000 e resolveu atualizar o Bomberman para o gênero.

Recebido de forma negativa universalmente, ele foi criticado por todos os pontos: o novo universo proposto não combina em nada com a série original, a câmera é péssima, os loadings são terríveis e o jogo ainda é repetitivo e chato. Não deu outra: desempenho comercial fraco e caiu rapidamente no esquecimento.

Lula (PC)

Lula3D
Lula 3D é um jogo de Adventure “aponte e clique” para PCs lançado em 2005. Focado num público adulto, a protagonista é uma estrela do cinema erótico que está querendo produzir seu próximo filme, mas precisa resgatar as suas amigas de cena que foram raptadas. O jogo usa uma linguagem muito infantil, parecendo apelar para os “meninos de 12 anos que querem ver filmes adultos”, perdendo qualquer teor cômico que a trama propõe, os gráficos e som também deixam a desejar para a época, além de ter bugs a todo momento e enigmas nem um pouco inteligentes. Em suma: é um jogo que falha em todos os pontos possíveis, valendo a pena somente para aqueles que curtem o “trash” no estilo “é tão ruim que é bom”.

Battlecruiser 3000AD (PC)

Considerado o jogo mais “overrated”  de todos os tempos durante as prévias, as pessoas estavam mega ansiosas desde seu anúncio em 1992, mas o jogo foi lançado só em 1996 após um conturbado desenvolvimento interno.

O título prometia usar um network neural para a inteligência artificial dos inimigos, porém isso foi desmentido por outros games designer da época e até mesmo um programador da NASA veio a público dizer que isso era “altamente improvável de acontecer”. Além disso, o game prometia uma experiência completamente nova de viagens no espaço e visuais nunca antes vistos.

Na prática, o jogo lançado continha inúmeros bugs, era sem graça, nem um pouco impressionante e praticamente “injogável”. Para tentar “remediar” os problemas, os desenvolvedores lançaram diversos patches ao longo do ano de 96, 97 e 98, corrigindo os bugs e melhorando significativamente o gameplay.

Daikatana (PC, Nintendo 64)

Desenvolvido por John Romero, criador do Doom e Quake, o Daikatana é considerado um dos maiores fiascos de todos os tempos, sendo a “mancha de seu currículo”.

A ideia era passar por 24 fases divididas em quatro episódios representando períodos diferentes da história da humanidade, como a antiga Grécia, o Japão Feudal, as eras das trevas da Noruega e uma idealização de como seria São Francisco no ano de 2030.

Apesar das ideias serem boas, a jogabilidade cheia de bugs, controles que não respondem, gráficos datados e inteligência artificial dos inimigos ruim, fizeram com que este fosse um dos títulos mais criticados de todos os tempos. Além disso, as vendas da versão PC não ultrapassaram as 25 mil cópias ao longo do ano 2000.

Pac-Man (Atari 2600)

Pacman_atari2600
Pode ser um grande sucesso dos arcades, mas a conversão para o Atari 2600, infelizmente, é considerado um dos piores ports da história dos videogames. Sendo o jogo mais vendido em sua época (1982), ele também foi um dos jogos mais “devolvidos às lojas de todos os tempos”, pois os consumidores se sentiram frustrados ao ver que o resultado estava muito distante da qualidade que os arcades tinha. O motivo para isso é que o jogo foi desenvolvido pela própria Atari, que conseguiu uma licença com a japonesa NAMCO (a produtora original), usando uma tecnologia que cortava pela metade os gastos, e também a capacidade do cartucho, sendo que os jogos do console tinham em média 8 KB, mas Pac-Man tinha 4KB.

O resultado pode ser visto na imagem acima, onde as bolinhas redondas que o personagem come viraram retângulos, além de que o inimigo fica piscando na tela aleatoriamente, impossibilitando você saber, de forma eficiente, onde ele está para desviar dele. Este também foi considerado um dos principais motivos para a “quebra” do mercado de videogames dos anos 80. Também rendeu prejuízo comercial pela Atari ter produzido 12 milhões de cópias do jogo.

Epic Mickey 2: The Power of Two (Wii, PS3, Xbox 360, Wii U)

Recebendo notas mistas da mídia, ele entra aqui pela decepção causada a todos, já que os trailers elevaram o hype dos jogadores “as alturas” e quando o jogo foi lançado, ele tinha uma qualidade considerada “ok”.

O primeiro chegou a vender 3 milhões de cópias somente no Wii, enquanto o segundo vendeu cerca de 500 mil ao longo de todas as plataformas em que foi lançado, mesmo com uma intensa campanha de marketing.

Tony Hawk’s Pro Skater 5 (PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One)

Empolgando os fãs do jogo original quando anunciado, ainda mais considerando que ele viria a ser feito com a Unreal Engine 5, Tony Hawk Pro Skater 5 acabou se tornando uma das maiores decepções para a série devido a missões simplórias, cenários pobres em elementos, a nova mecânica “slam”, gráficos ruins e inúmeros bugs.

Recebendo notas 2 e 3 da maior parte da mídia no mundo inteiro, este game é considerado um “insulto” a história da série Tony Hawk. Além disso, o game vendeu cerca de 300 mil cópias, tornando-se um fiasco em vendas também.

Dr.Who: Return to Earth (Wii)

Considerado por muitos o pior jogo do Wii, ele é do gênero ação em terceira pessoa. Os gráficos parecem do Nintendo 64, sendo que o jogo foi lançado em 2010, os controles não respondem, o game é cheio de bugs e basicamente é “ruim em tudo”. Mesmo com boas vendas iniciais no Reino Unido, o game também é considerado um fiasco nesse sentido.

Raven´s cry (PC)

Do gênero ação e aventura, este game lançado em novembro de 2015 é considerado ruim não só tecnicamente, como também um mal exemplo a todos que jogam, com piadas de mau gosto relacionadas a racismo, sexismo e homofobia.

Some isso a uma jogabilidade de “apertar um botão só” que o torna entediante, uma trama não inspirada, gráficos que para 2015 eram bem datados, animações ruins dos personagens  e o título é simplesmente “ruim em tudo”.

Superman 64 (Nintendo 64)

Superman 64 é mais um desses games ruins em todos os segmentos, ganhando inúmeros prêmios de “pior jogo” em diversos veículos de imprensa especializados. Os controles são horríveis, as músicas também e qualquer outro ponto que você possa imaginar são altamente criticáveis. Numa declaração recente, o produtor do jogo Eric Caen, da falida Tidus Software responsável pelo jogo, disse que objetivo era fazer um game onde você realmente se sentisse no corpo do super herói, mas os licenciadores da DC Comics e da Warner Bros obrigavam alterações constantes no gameplay, e no final apenas 10% dos planos originais foram para o game. Com a massiva recepção negativa, a produtora resolveu fazer um novo jogo do Superman para o Playstation 1 como uma espécie de “redenção”, mas depois de pronto, a licença expirou e o jogo precisou ser cancelado.

Duke Nukem Forever (PC, Playstation 3, Xbox 360)

DukeNukem
Um dos jogos mais decepcionantes da história,  ele começou a ser produzido em Abril de 1997 e teve uma série de cancelamentos e descancelamentos até finalmente ser lançado em 2011.

Inicialmente produzido pela 3D Realms (de Duke Nukem 3D), o jogo passou para as mãos da Gearbox Software (a mesma do Alien acima), e parece que a produtora não anda bem das pernas quando o assunto é PRODUZIR JOGOS. Os controles são ruins, há inúmeros loadings, o humor “trash” (que acaba ridicularizando a mulher) também não é inteligente, fora os gráficos que remetem a primeira leva de jogos para o Xbox 360 e PS3.

Outro ponto negativo é o level design, enfim, é um game simplesmente ruim, chato e entediante. É melhor ficar no bom e velho Duke Nukem 3D.

Deixe sua Opinião

  1. Alguns deles eu joguei e gostei!

    Vocês Não deviam ter feito esse TOP!

    É Minha Opinião! To nem ai para essa balela!!!

    Responder
    • Também jogamos e gostamos de alguns da lista, Anthoni. Mas para desatentos, realmente fica difícil de entender o verdadeiro propósito do texto. Um abraço. 😉

      Responder
    • Até porque o texto é bem claro se ele foi mal comercialmente, midiaticamente ou ambos. Não tem nada a ver com o que você acha, eu acho, ou o fulaninho acha 😉

      Responder

Deixe sua opinião

Seu e-mail não será publicado. Os campos * abaixo são requeridos.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Esqueci a Senha

Entre com seu nome de usuário ou e-mail. Você receberá pelo e-mail registrado um link que lhe criará uma nova senha.