Por Geralt de Rívia em abril de 2016

A trilogia dos jogos modernos do azulão (Sonic Unleashed, Colors e Generations) foi apelidada por alguns fãs de Uncolorations, pois estes possuem mecânicas muito semelhantes, como o boost, dando a entender que eles fazem parte da mesma “geração”. O boost (uma espécie de turbo que o Sonic aciona) ajudou aos jogos da série a serem mais rápidos. Muito mais rápidos. E Sonic parece finalmente correr tão rápido conforme o seu nome defende. Enfim, vamos listar alguns dos pontos cruciais que interligam esses três jogos e que fizeram a franquia evoluir ou que ajudou a trazê-la de volta aos clássicos.

Texto original por André Ribeiro, usuário do EpicPlay.games.

Esta é a trilogia Uncolorations:

Sonic Unleashed para PS3 e Xbox 360 (2008)

Este jogo apresentou pela primeira vez o boost em um jogo 3D do ouriço, esta que é uma mecânica surgida no Sonic Rush, game de plataforma lançado para o Nintendo DS em 2005. Esta novidade fez com que o Sonic, literalmente, corresse na velocidade da luz aumentando ainda mais a emoção e adrenalina que já estavam presente nos jogos anteriores. Para acompanhar a velocidade estonteante do nosso herói, o game trouxe novas habilidades, como o quick-step, que permite com que o Sonic desvie de obstáculos, o drift onde Sonic usa suas mãos para derrapar, além do aprimoramento da mecânica dos rails e dos diversos outros movimentos que já existiam. Outra novidade, foi a transição contínua do 3D para a jogabilidade 2.5D, dando um novo “ar” de gameplay dinâmico.

Aqui também teve a estréia da Hedgehog Engine que, graficamente falando, é capaz de reproduzir efeitos de luz e sombra ultra realísticos, além de fazer com que tudo interaja com a iluminação do ambiente. Ou seja, esta foi definitivamente a entrada do Sonic para a alta definição. Além disso, tudo é extremamente detalhado, desde os ambientes, texturas, modelos, tudo com o intuito de aproveitar o que os consoles da “nova geração” (para a época) eram capazes de fazer. Alguns dizem que a Hedgehog Engine era o sistema mais sofisticado de iluminação em games na época, até então.

Sonic Colors para Nintendo Wii (2010)

Como a galera do Wii pode ter ficado com inveja da versão HD de Sonic Unleashed, já que estes receberam uma versão SD do mesmo (“inferior”, equivalente a do PS2, com jogabilidade e mecânicas  distintas da versão HD), a Sonic Team preparou para lançar no ano seguinte Sonic Colors (ou Colours na Europa) com o intuito de saciar o público nintendista.

Se tratando da jogabilidade, ela não mudou muito em relação ao game anterior… Foi apenas aprimorada. Agora o Sonic é mais lento, com a intenção de ter mais controle do mesmo em seções de plataforma (que compõe 80% do game). Tudo é bem mais polido, sem contar das diversas novidades, como os Wisps, que desempenham uma função de “power up” fazendo com que o jogador descubra áreas secretas, tenha super poderes, etc. É interessante, pois os pequenos aliens alteram o gameplay o deixando mais variado.

Graficamente, por se tratar de um console com hardware inferior ao PS3 e Xbox 360, não foi possível utilizar da Hedgehog Engine. Mesmo assim, tudo foi muito bem trabalhados, abusando totalmente do Nintendo Wii, tanto que este jogo é considerado um dos mais bonitos da plataforma. O nível de detalhes é algo impressionante, mesmo! Outro fato, é que este título seguiu uma direção artística surrealista, não se preocupando muito em reproduzir gráficos ultra realistas com surrealismo.

Sonic Generations para PS3, Xbox 360 e PC (2011)

Este game veio com o objetivo de comemorar o 20° aniversário do ouriço azul. E para festejar com estilo, A Sonic Team tornou a usar a grandiosa Hedgehog Engine, trazendo novamente iluminação de primeira e cenários de alta resolução. Porém, este seguiu a mesma filosofia de Sonic Colors, que foi trazer uma direção artística surrealista. No Generations, até mesmo as fases baseadas nos Adventures que são jogos conhecidos por utilizar toda a capacidade gráfica do Dreamcast, trazendo gráficos realistas para a época, não fugiram da premissa. Mesmo com o surrealismo “Cartoon”, o game nos trás ambientes deslumbrantes, contendo cores radiantes e muitos detalhes.

A jogabilidade boost evoluiu naturalmente. Com grande semelhança de Unleashed e alguns Wisps na fase comemorativa de Sonic Colors, controlar o Sonic ficou ainda mais intuitivo, facilitando ainda mais nos momentos de plataforma. Falando em level design, as fases agora mesclam 50% de plataforma e 50% de velocidade, e os níveis finalmente apresentam uma vasta gama de caminhos alternativos, se aproximando muito das fases em clássicos do Mega Drive.

A única grande novidade dessa vez, além do level design totalmente revisado, foram as fases com o Sonic clássico. Elas fazem um excelente uso do 2.5D (Gráficos/ambientes em 3D, mas com a jogabilidade limitada ao 2D – esquerda e direita), sem contar que há caminhos bem longos e expansivos ou mais rápidos, abusando do número de caminhos alternativos.

Claro, há ainda muitos outros elementos dos três jogos que não citamos aqui. O que citamos é a ideia por cima deles. Um jogo de Sonic com visual elegante, bem iluminado, jogabilidade que se aproxima dos clássicos e ao mesmo tempo inova, além de variada e dinâmica, essas são algumas das ideias de Sonic “Uncolorations”. Essa trilogia trouxe muitas coisas positivas à franquia, com poucas ressalvas de alguns sobre o Werehog em Unleashed, por exemplo. E o legal aqui é observar esta ideia e evolução que ocorreu de 2008 à 2011, em uma saga única, onde a SEGA mostra o seu amor pelo ouriço e pelos próprios fãs com essas super produções que marcaram uma nova era, o que remete à época dos Adventures, também aclamados pelo público.

Posterior à trilogia

Lembrando que posteriormente se tem mais variações da trilogia original aqui tratada como “Uncolorations”, remetendo principalmente ao lançamento Sonic Forces que foi lembrado comercialmente como um jogo dos mesmos criadores de Sonic Colors e Generations. Apesar de trazer elementos de jogos como Lost World lançado exclusivamente para o console Nintendo Wii U, ou um novo personagem customizável com elementos de “tiro” e plataforma, por exemplo, não se distancia radicalmente da “saga boost” original.

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